sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Mercados

Numa festa de alta sociedade um homem aproxima-se de uma mulher muito atraente e de ar bastante respeitável. A conversa que se seguiu:

H: É uma mulher de sonho. Passava a noite comigo por 1 milhão de Euros?

M: (depois de hesitar por uns bons 3 segundos) Sim…iria

H: ok. Dá-me meia hora na cama por 100 Euros?

M: O que é isto?????? Acha que eu sou uma Prostituta????????

H: Que é uma prostituta já ficou claro….agora estamos a negociar preços.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Encíclica Centesimus Annus

"Assitiu-se, nos últimos anos, a um vasto alargamento ... [de] um novo tipo de estado, o «Estado do bem-estar» ... Não faltaram, porém, excessos e abusos que provocaram ... fortes críticas ao Estado do bem-estar, qualificado como «Estado assistencial». As anomalias e defeitos do Estado assistencial derivam de uma inadequada compreensão das suas tarefas. Também neste âmbito se deve respeitar o princípio da subsidariedade: uma sociedade de ordem superior não deve interferir na vida interna de uma sociedade de ordem inferior, privando-a das suas competências ...
Ao intervir directamente, irresponsabilizando a sociedade, o Estado assistencial provoca a perda de energias humanas e o aumento exagerado do sector estatal, dominado mais por lógica burocráticas do que pela preocupação de servir os usuários, com um acréscimo enorme de despesas" (CA 48).
....
De facto, parece conhecer melhor a necessidade e ser mais capaz de satisfazê-la quem a ela está mais vizinho e vai ao enconro do necessitado. Acrescente-se que, frequentemente, um certo tipo de necessidades requer uma resposta que não seja apenas material, mas que saiba compreender nelas a exigência humana mais profunda. Pense-se na condição dos refugiados, emigrantes, anciãos ou doentes e em toda as diversas formas que exigem assistência, como no caso dos toxicómanos: todas estas são pessoas que podem ser ajudadas eficazmente apenas por quem lhes ofereça, além dos cuidados necessários, um apoio sinceramente fraterno" (CA: 48)."

Encíclica Centesimus Annus

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Ética


Ética republicana. Como se a palavra ética não valesse por si. Como se o adjectivo a valorizasse ou a aumentasse. Como se o mesmo atributo lhe desse um estatuto de uma qualquer superioridade.

Agora que se comemoram os 100 anos da República a propalada ética republicana promete voltar em catadupa. Como já tivemos três Repúblicas, o que quer dizer essa adjectivação da ética? É que já houve de tudo no plano ético e político. Uma coisa e o seu contrário. De positivo e de negativo. De construtivo e de destrutivo. De seguidismo e de persecutório. De direitos e de míngua deles. De verdade e de mentira. De carácter e da sua falta. De serviço probo e de aproveitamento criminoso.

A verdadeira ética não é apropriável. Existe por si ou não existe. Bem sei que somos todos cidadãos e não súbditos. Logo, portadores de direitos e de obrigações. Mas antes e acima do cidadão há sempre a pessoa. Com inteligência, vontade, percepção e consciência. Pessoa e cidadão são indissociáveis na razão ontológica e teleológica da nossa individualidade. Quando se fragmentam, a ética dissolve-se.

Diz-se que a ética republicana consiste sobretudo em cumprir escrupulosamente a lei. Já o fariseu era um absoluto legalista. Acontece que o conjunto das normas jurídicas e o conjunto das normas éticas jamais coincide. Há matérias reguladas pela lei que não exprimem qualquer juízo ético, como há muitas regras de conduta ética que não estão juridicamente plasmadas. A ética não se estrutura na dicotomia legal / ilegal, mas radica na consciência. O conjunto do que é moralmente aceitável (o legítimo) é mais restrito do que é juridicamente aceitável (o legal). Nem tudo o que a lei permite se nos deve impor, e há coisas que a lei não impõe mas que se nos podem e devem impor. A pessoa tem mais deveres éticos do que o cidadão. A consciência de uma pessoa honesta é mais exigente do que o produto de um legislador. A lei é o limite inferior da ética.

Nenhuma lei proíbe em absoluto a mentira, a desonestidade, a deslealdade, a malvadez, o ódio, o desprezo, a vilanagem… Como nenhuma lei só por si assegura a decência, a verdade, a amizade, a generosidade… Na ética pura não há lugar para a falaciosa “terceira categoria ética” dos actos indiferentes entre os bons e os maus.

Olhemos para a crise global que se instalou no mundo. Há muitas explicações técnicas mas, no fim, chegamos sempre à escassez ética onde a fronteira entre o bem e o mal se erodiu fortemente. Olhemos para o que se passa na governação do nosso país, onde a verdade definha, a autenticidade escasseia, o exemplo desaparece. Onde é conveniente separar a pessoa da função e a função da pessoa, como se o carácter fosse divisível. Onde há faces ocultas de quem nada deveria ter a ocultar. Onde assuntos públicos se disfarçam de privados e os juízos éticos não vão além de um qualquer sistema sancionatório ou penalista. Tristes faltas de ética. Chamem-lhe republicana ou não.


António Bagão Félix, in Diário Económico

Aprendei alguma coisa, cambada!

"A política monetária é um dos temas mais técnicos na política económica. Nas discussões sérias sobre o tema há pouco lugar para "políticas de esquerda" ou "convicções no mercado"; predominam antes o rigor matemático, o conhecimento dos mercados financeiros e o pragmatismo a que obriga o confronto permanente com os dados. Isto reflecte-se também nos banqueiros, que na sua maioria têm hoje um doutoramento e investigação científica na área, embora isto deixe frustrados os políticos e os comentadores, que não conseguem sequer penetrar na discussão.

Apesar disso, existem alguns pontos fundamentais que um aspirante a banqueiro central tem de dominar e transmitir de forma clara a todos. Três deles são cruciais para os desafios que o BCE enfrenta hoje. Primeiro, a inflação é determinada pela política monetária. Imprimir mais dinheiro ou baixar as taxas de juro aumenta a inflação. O banco central pode (e deve) ter outros objectivos para além da inflação, mas não pode perder de vista que, a longo prazo, a inflação é sua responsabilidade exclusiva.

Segundo, as grandes acelerações da inflação têm fonte nos problemas fiscais. Quando os governos acumulam tantas dívidas que perdem a confiança dos credores e se vêm desesperados para pagar os salários da função pública, viram-se para o banco central. Se for preciso, põem os banqueiros na prisão ou invadem o banco central, mas conseguem sempre que se imprima o dinheiro que falta. O resultado é a hiperinflação.

Terceiro, se as pessoas esperam que a inflação vá acelerar no futuro, isso causa inflação já hoje. As famílias vêm-se livres do dinheiro que vai em breve perder valor e as empresas sobem os preços à conta da inflação futura. As duas coisas levam a que o nível dos preços suba hoje. Foi assim na Alemanha dos anos 30; é assim hoje no Zimbabué.

Um banqueiro que domina estes três pontos tem de estar assustado. Cada vez que se fala da possibilidade de o BCE ajudar a Grécia, aumentam as expectativas de inflação futura. Isso põe pressão na subida da inflação hoje, e a curto prazo isto vê--se na queda do valor do euro. Por fim, o BCE sabe que, se a inflação dispara, é nele que vão cair todas as culpas. "

por Ricardo Reis, in ionline

sábado, 20 de fevereiro de 2010

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Happy Birthday