terça-feira, 16 de novembro de 2010
Lido por aí...
"I feel sorry for living in a world where such genius work only has 10,314 views and pieces of crap like Lady Gaga or Avril Lavigne have hundreds of millions...."
Indeed...
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Ich bin der Welt abhanden gekommen
I am lost to the world with which I used to waste so much time, It has heard nothing from me for so long that it may very well believe that I am dead! It is of no consequence to me Whether it thinks me dead; I cannot deny it, for I really am dead to the world. I am dead to the world's tumult, And I rest in a quiet realm! I live alone in my heaven, In my love and in my song!
sexta-feira, 18 de junho de 2010
quinta-feira, 15 de abril de 2010
segunda-feira, 15 de março de 2010
Cansaço
Não disto nem daquilo,
Nem se quer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo.
Cansaço.
A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto em alguém.
Essas coisas todas –
Essas e o que falta nelas eternamente – :
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.
Há sem dúvidas quem ame o infinito,
Há sem dúvidas quem deseje o impossível,
Há sem dúvidas quem não queira nada –
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...
E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço,
Íssimo, íssimo, íssimo,
Cansaço...
Álvaro de Campos 1934
terça-feira, 9 de março de 2010
quarta-feira, 3 de março de 2010
Reduzir Custos
Para não alongar demasiado este post, concentremo-nos no exemplo de uma família modesta, constituída pelo casal, o José e a Maria, e por dois filhos menores, o Cristiano e a Íris.
Imaginemos que ambos os cônjuges auferem o SMN (2 * 475,00€). Provavelmente vivem num prédio de renda controlada ou num bairro social, uma mais-valia de cerca de 500,00 €/mês. O abono de família para as crianças são mais 100,00 €.
Depois há que adicionar o custo da educação e da saúde. O Estado gasta com cada criança uma média de 6.000,00 € por ano e na saúde 1.000,00 €/per capita/ano. Feitas as contas são mais 1330,00 € de rendimento por mês.
Ou seja, a referida família aufere um rendimento de 2.880,00 € /mês.
...
Se o Estado entregasse um voucher a esta família para o colégio dos filhos, num valor de 300,00 € /mês para cada filho, e os contemplasse ainda com um seguro privado de saúde para todos (tipo ADSE), num valor global de 2.800,00 € /ano, pouparíamos 6.000,00 €/ano.
Teríamos espaço para aumentar as remunerações em dinheiro e ninguém perderia quaisquer benefícios.
O único problema é todos seríamos mais livres e isso é um engulho inultrapassável."
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Mercados
Numa festa de alta sociedade um homem aproxima-se de uma mulher muito atraente e de ar bastante respeitável. A conversa que se seguiu:
H: É uma mulher de sonho. Passava a noite comigo por 1 milhão de Euros?
M: (depois de hesitar por uns bons 3 segundos) Sim…iria
H: ok. Dá-me meia hora na cama por 100 Euros?
M: O que é isto?????? Acha que eu sou uma Prostituta????????
H: Que é uma prostituta já ficou claro….agora estamos a negociar preços.
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Encíclica Centesimus Annus
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Ética
Ética republicana. Como se a palavra ética não valesse por si. Como se o adjectivo a valorizasse ou a aumentasse. Como se o mesmo atributo lhe desse um estatuto de uma qualquer superioridade.
Agora que se comemoram os 100 anos da República a propalada ética republicana promete voltar em catadupa. Como já tivemos três Repúblicas, o que quer dizer essa adjectivação da ética? É que já houve de tudo no plano ético e político. Uma coisa e o seu contrário. De positivo e de negativo. De construtivo e de destrutivo. De seguidismo e de persecutório. De direitos e de míngua deles. De verdade e de mentira. De carácter e da sua falta. De serviço probo e de aproveitamento criminoso.
Diz-se que a ética republicana consiste sobretudo em cumprir escrupulosamente a lei. Já o fariseu era um absoluto legalista. Acontece que o conjunto das normas jurídicas e o conjunto das normas éticas jamais coincide. Há matérias reguladas pela lei que não exprimem qualquer juízo ético, como há muitas regras de conduta ética que não estão juridicamente plasmadas. A ética não se estrutura na dicotomia legal / ilegal, mas radica na consciência. O conjunto do que é moralmente aceitável (o legítimo) é mais restrito do que é juridicamente aceitável (o legal). Nem tudo o que a lei permite se nos deve impor, e há coisas que a lei não impõe mas que se nos podem e devem impor. A pessoa tem mais deveres éticos do que o cidadão. A consciência de uma pessoa honesta é mais exigente do que o produto de um legislador. A lei é o limite inferior da ética.
Nenhuma lei proíbe em absoluto a mentira, a desonestidade, a deslealdade, a malvadez, o ódio, o desprezo, a vilanagem… Como nenhuma lei só por si assegura a decência, a verdade, a amizade, a generosidade… Na ética pura não há lugar para a falaciosa “terceira categoria ética” dos actos indiferentes entre os bons e os maus.
Olhemos para a crise global que se instalou no mundo. Há muitas explicações técnicas mas, no fim, chegamos sempre à escassez ética onde a fronteira entre o bem e o mal se erodiu fortemente. Olhemos para o que se passa na governação do nosso país, onde a verdade definha, a autenticidade escasseia, o exemplo desaparece. Onde é conveniente separar a pessoa da função e a função da pessoa, como se o carácter fosse divisível. Onde há faces ocultas de quem nada deveria ter a ocultar. Onde assuntos públicos se disfarçam de privados e os juízos éticos não vão além de um qualquer sistema sancionatório ou penalista. Tristes faltas de ética. Chamem-lhe republicana ou não.
António Bagão Félix, in Diário Económico
Aprendei alguma coisa, cambada!
Apesar disso, existem alguns pontos fundamentais que um aspirante a banqueiro central tem de dominar e transmitir de forma clara a todos. Três deles são cruciais para os desafios que o BCE enfrenta hoje. Primeiro, a inflação é determinada pela política monetária. Imprimir mais dinheiro ou baixar as taxas de juro aumenta a inflação. O banco central pode (e deve) ter outros objectivos para além da inflação, mas não pode perder de vista que, a longo prazo, a inflação é sua responsabilidade exclusiva.
Segundo, as grandes acelerações da inflação têm fonte nos problemas fiscais. Quando os governos acumulam tantas dívidas que perdem a confiança dos credores e se vêm desesperados para pagar os salários da função pública, viram-se para o banco central. Se for preciso, põem os banqueiros na prisão ou invadem o banco central, mas conseguem sempre que se imprima o dinheiro que falta. O resultado é a hiperinflação.
Terceiro, se as pessoas esperam que a inflação vá acelerar no futuro, isso causa inflação já hoje. As famílias vêm-se livres do dinheiro que vai em breve perder valor e as empresas sobem os preços à conta da inflação futura. As duas coisas levam a que o nível dos preços suba hoje. Foi assim na Alemanha dos anos 30; é assim hoje no Zimbabué.
Um banqueiro que domina estes três pontos tem de estar assustado. Cada vez que se fala da possibilidade de o BCE ajudar a Grécia, aumentam as expectativas de inflação futura. Isso põe pressão na subida da inflação hoje, e a curto prazo isto vê--se na queda do valor do euro. Por fim, o BCE sabe que, se a inflação dispara, é nele que vão cair todas as culpas. "
