quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Idiotas úteis
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
sábado, 12 de setembro de 2009
BE
O BE chega ao poder, por coligação ou acordo parlamentar. O que se passaria, de acordo com o programa eleitoral de Louçã:
Domingo.
22h00 Louçã vai festejar.
17h15 (hora local, Caracas) Chavez liga a dar os parabéns.
Segunda-feira
"Avançar com um plano de nacionalização do sector energético - Galp e EDP -. A energia, a água, as vias de comunicação, ostransportes públicos, entre outros serviços públicos, têm de ser controladas por todos." (pág. 14).
08h00 Bolsa de Lisboa. Os pequenos accionistas da Galp, EDP e Brisa vêem as suas acções perder o valor enquanto correm para as vender. Não querem ter participações em empresas controladas por um governo que acha que elas não podem ter lucro.
18h00 A Ruptura-FER exige a saída da GNR de Timor para parar de "ajudar o governo a reprimir a população".
Terça-feira
"Regulamentação das Medicinas Não-Convencionais, promovendo a formação, certificação, autonomia e auto-regulação." (pag. 22).
"legalização do consumo e docultivo para uso pessoal da cannabis." (pag. 31)
12h00 Louçã inaugura as hortas comunitárias de Lisboa com plantações de cannabis para consumo próprio. Um cultivador entusiasma-se com a inauguração e magoa-se, decidindo ir aviar uma receita para centrar os seus chakras.
20h00 A Quarta Internacional expulsa o Bloco de Esquerda pela "participação ou de apoio a governos de colaboração de classe, hoje em dia governos com a social-democracia e o centro-esquerda"
Quarta-feira
"A banca, os seguros e todo o sector financeiro são decisivos para a actividadeeconómica, para o crédito e para a vida das pessoas e por isso devem ser públicos" "(pag. 55).
"crescente taxação da entrada de automóveis nos maiores perímetros urbanos." (pag. 83)
"prescrição médica de substâncias hoje ilegalizadas, como o são a heroína ou a cocaína"(pag. 30).
07h30 Comissão Europeia ameaça Portugal com sanções pela não indemnização das nacionalizações da banca. Investidores estrangeiros abandonam Portugal. VW e Renault fecham as portas. António Chora sai do BE.
10h00 Manifestações em Lisboa e Porto dos Sindicatos da EDP, GALP e Brisa. Engarrafamento de 30km nas novas portagens de entrada em Lisboa.
23h00 O cultivador magoado ainda não melhorou, decide ir aviar uma receita de cocaína.
Quinta-feira
"extensão dos critérios de atribuição do rendimento social de inserção, para abranger os necessitados" os jovens, os desempregados de longa duração, os desencorajados"(pag. 18)
“ Impedir posição dominante no mercado de jornais nacionais generalistas e na imprensa especializada mais relevante (economia e desporto)” (pag. 92)
09h00 Os investigadores portugueses e jovens doutorados entopem o RSI por estarem "desencorajados", outros saem de Portugal.
18h00 Benfiquistas saem à rua por causa do governo quer proibir A Bola.
19h00 Sportinguistas e Portistas saem à rua por discordar que A Bola seja mais dominante do que o Record ou O Jogo.
Sexta-feira
"Legalização da morte assistida" (pag. 23)"
“fim da OMC, do FMI e do Banco Mundial” (pag. 108)
“Portugal deve sair da NATO e pugnar pela extinção deste e de todos os blocos militares. Portugal deve defender o desarmamento geral e universal” (pag. 110)
13h00 A Al-Qaeda apoia o governo português.
14h00 Chavez declara que não vai desarmar o exército bolivariano da Venezuela nem cancela as compras de armamento à Rússia.
Sábado
“Os pagamentos em espécie devem ser tributados (como o usufruto de viaturas de serviço e o uso livre de telemóveis) (pag. 53).
Ao ler a notícia no Expresso os portugueses convocam por sms – antes que a medida entre em vigor na próxima semana- uma greve geral por perda dos direitos.
Domingo
"Fim de rodeos" (pag. 76)
Os portugueses descobrem que, até aí, havia rodeos em Portugal e não sabiam. A única boa notícia da semana. "
via 31daarmada
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
9/11
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Educação Sexual segundo a ONU
"Children as young as five 'should be taught about abortion'
Children as young as five should be taught about explicit sex acts, abortion and homosexuality, according to controversial guidelines drawn up by the UN.
The draft report on sex education, drawn up by the United Nations Educational Scientific and Cultural Organization, will be issued to local authorities and education bodies across the world by the end of October.
However, it has been strongly criticised for suggesting topics such as masturbation should be discussed with young children, removing the right of parents to broach the issues when they see fit.
The guidelines state that teachers should discuss the idea that "girls and boys have private body parts that can feel pleasurable when touched by oneself" to pupils who are just five years old.
By the age of 12, it recommends that children should be taught about the "right to and access to safe abortion".
The report is intended to help countries improve sex education and sexual health, especially in the developing world. UNESCO officials stress that it is up to governments and educational authorities whether they follow the advice.
Conservative MP Ann Widdecombe is among its critics.
She said: "This is wholly inappropriate and is destroying parental responsibility. It is parents who should determine the pace of revelation, not the authorities.
"What one child may be ready to learn about at the age of ten, another child may not be ready for until 13. It should be up to parents to make these decisions.
"When it comes to innocent children at the tender age of five years old, it is absolutely appalling these guidelines suggest that they should be taught about subjects such as masturbation."
A team of experts spent two years compiling the report, which is estimated to have cost over £200,000.
It is currently under discussion but its content is unlikely to change substantially before it is officially released.
Mark Richmond, UNESCO's global coordinator for HIV and Aids, said: "It doesn't mean that teaching about masturbation must take place at five years old. It may be mentioned, but it is up to parents and teachers about whether this is done. The guidelines are forms of advice."
spokesman for the Department for Children, Schools and Families said the Government was conducting a review of sex education."
Que era aqui que queriam chegar, já eu sabia...
Science Czar John Holdren is Unsure about Placing People Who Fund ‘Climate Change Denial’ on Trial for Crimes Against Humanity by Michael Egnor
"In case you were wondering about that radicalism of Global Warming Climate Change fundamentalists, the President’s new science czar John Holdren made some recent assertions that should put your doubts to rest.
In a July 2008 interview (video below) on the leftist television program Democracy Now!, Holdren reiterates conventional Malthusian alarmism, complete with a running video of wildfires, storms, and floods positioned over his left shoulder. He takes shots at global warming Climate Change ‘deniers’ (at about 3:20 into the video), attributing the success of skeptics to “the preoccupation of the media with balance and with controversy”.
“Balance” and “controversy” are a bête-noire for climate alarmists.
Further into the interview, the moderator raises a question about the recommendation of climate alarmist and top NASA climate scientist James Hansen that the chief executives of oil companies to “be tried for their role in spreading disinformation on climate change”. Hansen recommended that they be indicted and tried for “crimes against humanity” if they continue to “dispute” and “to fund contrarians”.
The moderator asked Holdren:
- Dr. John Holdren, do you agree with James Hansen’s statement that the CEO’s of large energy companies are guilty of should be tried (sic) for crimes against humanity?Dr
Holdren replied:
- I couldn’t really say.I’m not qualified to assess what the heads of oil companies, past or present, have done in this domain. My understanding is that Exxon, in particular, did fund a variety of small think tanks to generate what amounts to propaganda against understanding of what climate change was doing and the human role in causing it. Whether that sort of activity really constitutes crimes against humanity is something for those more embedded in the legal system than I to judge…
Holdren closes the interview by deferring to legal experts as to whether executives who fund organizations that are skeptical of his claims should be put on trial.
Here’s an example of crimes against humanity that are much more explicit. In 1977, the authors of Ecoscience, a textbook on environmental issues and population control, endorsed a cornucopia of policies to address the overpopulation crisis and to reduce human fertility. Their recommendations included forced abortions, forced sterilizations, involuntary removal of children from families of limited means, government-issued licenses as a requirement to have children, and even the intentional infliction of economic catastrophes on poor countries to reduce population.
The authors of Ecoscience qualified their recommendation for the intentional infliction of economic catastrophe on vulnerable populations:
- At the very least, [policies that inflict economic catastrophe to reduce fertility] should be considered only if milder measures fail completely.” (Ecoscience p 768)
The authors specify the “milder measures”: forced abortions, involuntary sterilizations, dissemination of contraceptives in public water and food supplies, and the mandatory surgical implantation of contraceptives in the bodies of pubescent girls that could only be removed when a license to bear a child was provided by the government.
The measures the authors endorsed met several of the criteria for genocide established by the United Nations Convention on the Prevention and Punishment of the Crime of Genocide. It defined genocide:
- [G]enocide means any of the following acts committed with intent to destroy, in whole or in part, a national, ethnical, racial or religious group, as such:
(a) Killing members of the group;
(b) Causing serious bodily or mental harm to members of the group;
(c) Deliberately inflicting on the group conditions of life calculated to bring about its physical destruction in whole or in part;
d) Imposing measures intended to prevent births within the group;
(e) Forcibly transferring children of the group to another group.[emphasis mine]
The authors of Ecoscience were and Paul Ehrlich, Anne Ehrlich, and John Holdren.
Dr. Holdren is now our nation’s top science administrator."
ver aqui
Free Market
"Blaming the Free Market for Government Actions
The leftish political strategy for over 100 years has been
- Regulate something
- Blame the free market for inevitable disruptions caused by the regulation
- Use the above to justify more regulation
- Repeat
Obama’s speech has a classic example of this:
So let me set the record straight. My guiding principle is, and always has been, that consumers do better when there is choice and competition. Unfortunately, in 34 states, 75% of the insurance market is controlled by five or fewer companies. In Alabama, almost 90% is controlled by just one company. Without competition, the price of insurance goes up and the quality goes down. And it makes it easier for insurance companies to treat their customers badly – by cherry-picking the healthiest individuals and trying to drop the sickest; by overcharging small businesses who have no leverage; and by jacking up rates.
This is ENTIRELY a situation manufactured by government and specifically state regulations. States prevent out of state insurance companies from competing in the health insurance market. Think you have the same Blue Cross/ Blue Shield I have (or used to have)? Wrong. I have Blue Cross/Blue Shield of Arizona. You have Blue Cross/Blue Shield of whatever state you are in. If Amazon.com had to create 50 separate state entities all with wildly different regulatory structures, you can bet they would focus on just a few states and there would therefore be a lot less competition. Obama HAS to know this is true, so this is just a cynical argument aimed at the ignorant and uninformed.
By the way, what evidence is there that having 75% of the market in 5 companies is too concentrated? I have been in a lot of industrial markets that were far more concentrated than that which were brutally competitive."
via coyoteblog
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Liberdade
INTERACÇÃO Na tradição de língua inglesa, pelo contrário, a ideia de ordem social, de instituição social, não está necessariamente associada ao desígnio central de ninguém. Nesta tradição, é frequente ouvir recordar que algumas das mais indispensáveis instituições sociais não foram centralmente desenhadas, simplesmente emergiram como resultado da interacção.
É o caso da família, uma instituição espontânea que emerge da interacção, tal como é o caso da troca, ou do mercado, que também não são desenhados por ninguém. Finalmente, é o caso da língua - a língua inglesa, ou a portuguesa, ou até mesmo a francesa - que não foram centralmente desenhadas.
ESPERANTO Curiosamente, a única língua que foi desenhada, o esperanto, não é falada por ninguém. Ninguém se sente confortavelmente em casa nessa língua - precisamente porque, em vez de ter emergido, ela foi centralmente desenhada. E o mesmo acontece com o mercado e com a família: quando a engenharia política procura redesenhar a economia ou a família, o que produz são economias ou situações familiares disfuncionais.
Na tradição francesa, apropriadamente também chamada cartesiana, é difícil aceitar ou conceber que uma ordem social possa funcionar melhor sem ser centralmente dirigida, ou minuciosamente regulada.
INFORMAÇÃO TÁCITA Na cultura política inglesa, pelo contrário, a presunção é a de que, até prova em contrário, os arranjos locais e descentralizados são preferíveis aos planos ou regulamentos centrais. E são preferíveis, não porque são tradicionais e porque a tradição é sempre melhor do que a mudança, mas porque os próprios arranjos locais são realidades vivas em que há um permanente ajustamento entre tradição e mudança. Esse ajustamento local contém uma quantidade de informação tácita, não escrita, que reflecte as realidades locais e que nunca poderia ser conhecida, muito menos levada em conta, por uma entidade central.
Sobre este conceito de ordem descentralizada resultante da interacção convergem os extensos trabalhos de F. A. Hayek sobre "ordem espontânea", de Michael Oakeshott sobre "associação civil" e, até certo ponto, de Karl Popper sobre "sociedade aberta".
QUANDO COMEÇOU OXFORD? Esta preferência pela descentralização e pelo ajustamento gradual com base na experiência é tão arreigada em Inglaterra que, por vezes, dá origem a situações peculiares, dificilmente compreensíveis no continente. A Universidade de Oxford, por exemplo, orgulha-se ainda hoje de não saber a data precisa da sua fundação, algures no século XII - precisamente porque não foi centralmente desenhada, mas emergiu de colégios descentralizados.
Três colégios - Balliol, University College e Merton - disputam entre si a primazia na fundação. E todos os colégios mantêm com zelo a sua autonomia em face dos poderes centrais da Universidade, que, em boa verdade, são extraordinariamente reduzidos. São os colégios que admitem os alunos e não a Universidade.
Os turistas que insistem em visitar a Universidade de Oxford em vez de apenas visitarem colégios ficam surpreendidos quando são confrontados com pequenos edifícios anódinos, basicamente de serviços administrativos, em flagrante contraste com os magníficos colégios e respectivos jardins. Este é outro sinal distintivo da cultura política de língua inglesa: a preferência pela descentralização e pela evolução descentralizada, e a desconfiança em relação a grandes planos centralizados.
CRENÇA NA REVOLUÇÃO Vale a pena observar a ligação entre esta preferência pela evolução descentralizada e o primeiro conceito-chave que discutimos no sábado passado, a animosidade relativamente à ideia de revolução.
A revolução supõe uma crença ardente na possibilidade de mudar centralmente as coisas para melhor. Mas a preferência pelos arranjos locais contém um grande cepticismo relativamente a planos centrais, logo, a mudanças revolucionariamente dirigidas.
Não existe aqui uma animosidade intrínseca relativamente à mudança, mas apenas à mudança centralmente, ou externamente, desenhada. Nos arranjos locais, existe um permanente diálogo entre tradição e mudança, não existe apenas tradição. Só que esse diálogo é ditado pelas conveniências internas de quem vive e conhece as circunstâncias locais - não é ditado por planificadores externos, ou por visões generalistas acerca de um futuro radioso.
NA MINHA CASA Um conhecido ditado inglês - "an Englishman's home is his castle" - exprime muito bem esta ideia de mudança gradual e descentralizada. Se a casa de um inglês é o seu castelo, isso quer dizer basicamente que ninguém deve intrometer-se na sua casa. Mas não está dito que essa casa permanecerá inalterada para todo o sempre. O que está dito é que ele saberá encontrar as mudanças necessárias para a tornar mais conveniente, mais confortável, e não aceitará que essas mudanças sejam centralmente ou externamente dirigidas por visionários vanguardistas, políticos activistas ou, já agora, por arquitectos autoritários.
Este ponto leva-nos directamente ao terceiro conceito-chave, o de liberdade. Muito foi escrito sobre este assunto e apenas podemos aqui aflorar o tema. Recordarei, no entanto, a famosa palestra de Isaiah Berlin sobre os dois conceitos de liberdade (ensaio de 11 de Julho), para dizer que um desses conceitos é profundamente característico da cultura política inglesa: o conceito de liberdade negativa, ou liberdade como ausência de coerção intencional por terceiros.
LIVE AND LET LIVE A liberdade não tem aqui um conteúdo substantivo: não é libertação através da razão, não é conformidade com um determinado padrão de comportamento julgado "mais livre", é simplesmente usufruto de um modo de vida pacífico, sem intromissão de terceiros. Este entendimento é usualmente resumido na expressão "live and let live".
Este conceito de liberdade coloca certamente muitas dificuldades, designadamente a da complacência com modos de vida desviantes, ou excêntricos, o que, na cultura inglesa, tem uma certa conotação positiva. Mas distingue-se por uma enorme vantagem política: resiste a qualquer tentativa autoritária de "obrigar os homens a serem livres", para usar uma famosa expressão de Jean-Jacques Rousseau.
Na cultura política inglesa, esta expressão não faz sentido. Podemos obrigar os homens a respeitar a liberdade dos outros, e podemos lamentar ou criticar o mau uso que os homens fazem da sua liberdade. Mas obrigá-los a serem livres não faz, em regra, sentido.
CONSCIÊNCIA DA PESSOA No entanto, no continente europeu, muitas perseguições contra a livre consciência das pessoas - designadamente contra a liberdade religiosa - foram conduzidas em nome da liberdade e até do liberalismo, por causa de uma interpretação demasiado ampla do conceito de liberdade. A liberdade foi muitas vezes abusivamente interpretada como libertação de um indivíduo de crenças, ou convicções, ou tradições que o alegado libertador considera opressoras.
Pelo contrário, na tradição inglesa, liberdade não começa por ser definida pelo libertador: tem de ser basicamente definida pelo libertado. Isso significa que a liberdade é basicamente ausência de coerção intencional por terceiros. A liberdade começa, por isso, na liberdade da pessoa e da sua consciência.
CASAMENTO GAY Muitos exemplos poderiam ser dados para esta diferença fundamental entre a tradição anglo-americana e a continental. Para dar alguma actualidade a estes ensaios, poderíamos citar o dos casamentos homossexuais. É uma típica ilustração de um profundo arcaísmo intelectual, mascarado de grande modernidade.
Em Inglaterra, o assunto foi pacificamente resolvido através de um contrato específico: "civil partnerships". A ideia é clara. Se um modo de vida reclama protecção legal, e se não produz danos a terceiros, a presunção é-lhe favorável, em princípio e até prova em contrário. Mas é de todo impensável que esse modo de vida imponha as suas concepções particulares a modos de vida preexistentes que não partilham dessas concepções - como é o caso do casamento heterossexual. Por isso (e porque a família heterossexual é uma instituição social espontânea, cuja utilidade social está amplamente demonstrada), o casamento continua reservado para a união entre um homem e uma mulher.
PARES MISTOS Em contrapartida, a defesa da igualdade entre casamento hetero e homossexual é tipicamente continental e jacobina. Visa "libertar" os casais heterossexuais de um modo de vida e de uma visão do mundo em que se sentem confortáveis - mas que a vanguarda considera ultrapassada.
É como se os "pares mistos" no ténis passassem a ser igualados a "pares de qualquer tipo", apenas porque "pares gay" se sentiam discriminados. Na tradição inglesa, a proposta natural seria que os "pares gay" promovessem os seus próprios campeonatos. A concorrência mostraria depois quantos adeptos e espectadores iriam ter. E a evolução gradual mostraria, através da interacção, que outras soluções poderiam ou deveriam ser adoptadas.
Rousseau e os seus discípulos continentais, no entanto, nunca poderiam aceitar esta ausência de "sistema" e de ardor revolucionário."


