"Estamos hoje em Portugal numa situação difícil. Todo este mal-estar se relaciona com quatro problemas fundamentais: o financeiro, o económico, o social e o político.
O problema financeiro há-de ser o primeiro a resolver. Mergulha no deficit crónico do orçamento que tomou foros de venerando monumento nacional, deficit cuja repetição provocou uma dívida avultada com taxas de juro elevadas.
A não resolução deste problema traduz-se no recurso indefinido ao crédito. Quando este falta, é preciso recorrer à emissão de notas, à fabricação de moeda falsa, que tanto é a emissão de notas sem contrapartida.
É sabido que as emissões exageradas desvalorizam a moeda e, com uma moeda instável, não há economia que vingue e possa prosperar. Por esse processo se tornou o Estado o grande inimido da economia nacional.
Para resolver o problema financeiro tenho que praticar uma política impopular. Não tenhamos ilusões: as reduções de serviços e despesas importam restrições na vida privada, sofrimentos portanto.
Teremos de sofrer em venimentos diminuídos, em aumentos de impostos, em carestia de vida.
Os sacrifícios são imprescindíveis. Têm de ser feitos.
O custo será elevado: a Pátria irá salvar-se.
Os salvadores, não."
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