quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

2009


Balanço de 2009 e previsão para 2010: um ano de merda num país de merda.


sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Medo

Dr. R.K. Pachauri
Chairman of the Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC)

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Ecotreta

Um documentário interessante, do Discovery, com gente deste o MIT, NASA, ex-greenpeace, até mesmo ex-IPCC. Sim, é sobre o Comunismo Verde.










segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Mais um pulha....

... como a maior parte daqueles que estão à volta desse novo messias.

Marx no séc.XXI

"Na primeira década do séc.XIX, numa altura em que os devedores ingleses podiam apodrecer durantes anos na cadeia, nos EUA não existiam prisões para os devedores. A partir de 1898, passou a ser um direito dos cidadãos norte-americanos invocar o Capítulo VII (liquidação) ou o XIII (reorganização pessoal voluntária) ... a teoria é que a legislação norte americana existe para encorajar o empreendedorismo ... esta teoria, parece, sem dúvida funcionar. Muitos dos mais bem sucedidos empresários norte-americanos fracassaram nos seus primeiros empreendimentos, incluindo o rei do ketchup, John Henry Heinz, Phineas Barnum dono do circo mais conhecido do mundo e o magnata dos automóveis, Henry Ford."

Niall Ferguson, in A Ascenção do Dinheiro

Há determinadas formas de olhar para a organização social que são impensáveis para o cidadão Europeu comum. Perguntemos a um Francês, Espanhol ou Português o que deveria acontecer a um empresário que decida fechar a sua empresa e a resposta será a mesma. Mesmo nos casos de falência anunciada, o pensamento é o de que o patrão é um ladrão. É a velha noção anacrónica do explorador do proletariado, a "alienação humana", segundo Marx.
Embora raramente se pare para pensar nisso, o que temos hoje em Portugal é uma visão Marxista da organização social. Não há luta religiosas, não há conflitos raciais ou mesmo culturais de relevância. Aquilo que temos é, isso sim, uma "luta" entre classes.
Deste o trabalhador independente, ao presidente de uma multinacional, todos são encarados de forma estranha, olhados até com uma certa desconfiança.
Em primeiro lugar, a maioria da população, que trabalha na função pública ou que de alguma forma é subsidiada pelo Estado, não é capaz de perceber o indivíduo empreendedor. Para estes, não é racional abdicar de uma suposta segurança laboral e financeira, para arriscar em algo que, no limite, é de impossível previsão. Enquanto que num país de influência liberal, o empreendedorismo é olhado como a forma mais correcta de encarar a actividade produtiva, num País como Portugal isso é olhado muitas vezes como uma irresponsabilidade. Para o Português, é vulgarmente o sujeito que não conseguiu ir trabalhar para o Estado ou para uma qualquer empresa com nome no mercado.
No que diz respeito ao Empresário médio, criador de postos de trabalho, a visão é ligeramente diferente. Por um lado, é o agente que paga salários aos seus trabalhadores. Eventualmente, dependendo da empresa e do sector, atribui ainda uma série de regalias que de outra forma seriam impossíveis de obter para o cidadão comum. Mas, e como numa boa sociedade Marxista, o valor do capital e a sua remuneração é um conceito desconhecido e mal compreendido . Por isso, é "moralmente" incorrecto que o empresário acumule riqueza. Para um trabalhador, a única percepção é a de que existe um roubo, o roubo da riqueza gerada pelo seu trabalho.
O último caso é o do Empresário de uma qualquer grande empresa. É conhecido mais frequentemente como alguém que se chegou onde chegou, foi de certeza através de uma qualquer actividade ilícita, da exploração de outros, da influência e chantagem sobre o concorrente mais próximo. É o puro capitalista, o primeiro a abater.
Do outro lado temos o funcionário público. Como o Estado não cria dinheiro, estes trabalhadores são sustentados pelos impostos pagos pelo sector privado. Na verdade, o argumento de que a função pública paga impostos, não passa de uma mera artimanha contabilística. A verdade é que o pagamento de imposto de um funcionário público representa simplesmente dois ou três movimentos contabilísticos do mesmo dinheiro. Ora, no limite, aquilo que um indivíduo do sector privado exige, é que o seu dinheiro, que sob a forma de imposto serve para remunerar o funcionário da AP, sirva para lhe fornecer os serviços que supostamente o Estado diz que fornece. Quando tal não acontece, temos o outro lado na luta de classes. É a revolta daqueles que arriscaram não só o seu capital, como a sua própria forma de vida, contra os "outros", aqueles que são sustentados pelo seu dinheiro, capital e trabalho.
É paradigmático que isto seja o verdadeiro estado das coisas. Num primeiro momento, porque aquilo que se pensava ser o fim da influência comunista no mundo ocidental (o final do século XX)verdadeiramente não aconteceu. Por outro lado, as próprias influências culturais não deveriam ter permitido que se chegasse a esta situação. Se há algo que o Cristianismo nos trouxe, foi o respeito pela noção de propriedade privada, o livre-arbítrio, a "condenação" da inveja e o respeito pela vida, pelo próximo, e talvez o mais importante, a base do conceito de democracia, a de que perante Deus, somos todos iguais.

domingo, 6 de dezembro de 2009

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Road to Serfdom

"Partindo da observação de Hume de que a liberdade raramente é perdida toda de uma só vez, Hayek avisa-nos que as sucessivas concessões a um maior intervencionismo estatal que se foram gradualmente introduzindo nas democracias liberais, resultado da sedução exercida por utopias colectivistas, acabarão por reduzir os cidadãos a uma condição de absoluta servidão. O mais importante contributo de Hayek nesta obra é provavelmente a demonstração de que, à medida que são levantadas (sempre por motivos aparentemente nobres) as barreiras à acção do Estado e que as noções liberais de governo limitado e igualdade perante a lei são progressivamente abandonadas, caminhamos inexoravelmente para o totalitarismo e para a negação dos direitos e liberdades individuais."

Por André Azevedo Alves, via Causa Liberal

Deambulações Nocturnas

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Quiz

O que estaria a ser dito neste momento sobre este homem, se não tivesse comparecido às comemorações do 20º ano da queda do muro de Berlim?

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Momento de boa disposição

"A derrota do socialismo, com o desaparecimento da União Soviética e da comunidade socialista do Leste da Europa, constituiu uma tragédia, não apenas para os povos desses países mas para toda a humanidade: com o capitalismo dominante, o mundo é, hoje, menos democrático, menos livre, menos justo, menos fraterno, menos solidário, menos pacífico."

9/11/1989

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

E porque gosto de dramatizar a coisa

“I am absolutely certain that generations from now, we will be able to look back and tell our children that this was the moment when we began to provide care for the sick and good jobs to the jobless; this was the moment when the rise of the oceans began to slow and our planet began to heal… This was the moment — this was the time — when we came together to remake this great nation…” Barrack Hussein Obama, June 3 2008

Mateus 24:11
et multi pseudoprophetae surgent et seducent multos

Mateus 24:23
Tunc si quis vobis dixerit: "Ecce hic Christus" aut: "Hic", nolite credere

Mateus 24:24
Surgent enim pseudochristi et pseudoprophetae et dabunt signa magna et prodigia, ita ut in errorem inducantur, si fieri potest, etiam electi

Falsos "Profetas"

"Nothing is more common than to find men, whose works are now totally neglected, mentioned with praises by their contemporaries as the oracles of their age, and the legislators of science. Curiosity is naturally excited, their volumes after long inquiry are found, but seldom reward the labour of the search. Every period of time has produced these bubbles of artificial fame, which are kept up a while by the breath of fashion, and then break at once, and are annihilated."


(Samuel Johnson)

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Carbonária


Bandeira da Carbonária


"A Carbonária era uma sociedade secreta e revolucionária que atuou na Itália, França, Portugal e Espanha nos séculos XIX e XX. Fundada na Itália por volta de 1810, tinha a ideologia assentada em princípios libertários e que se fazia notar por um marcado anticlericalismo (...) Em Portugal, a Carbonária foi estabelecida por volta de 1822. Nas suas primeiras décadas, teve um âmbito restrito e, sobretudo, localizado: surgiram várias associações independentes, sem ligação orgânica entre si e com pouca capacidade de intervenção social. De uma maneira geral, estas associações não duraram muito tempo nem tiveram realce histórico.

A Carbonária que teve importância na vida política nacional portuguesa foi fundada em 1896 por Luz de Almeida. Desenvolveu alguma actividade no domínio da educação popular e esteve envolvida em diversas conspirações antimonárquicas. Merece destaque óbvio a sua participação no assassínio do Rei D.Carlos I e do Príncipe Herdeiro Luís Filipe, e na revolução de 5 de Outubro de 1910, em que esteve associada a elementos da Maçonaria e do Partido Republicano." Retirado da Wikipedia



República

O Regicídio
"Le Petit Journal" França


Ah, essa bela República Laica, por uma sociedade livre, aberta, inclusiva e justa!

Parede Laica

Parede de uma sala de aula numa "sociedade livre, aberta, inclusiva e justa" (palavras retiradas da Associação Cívica(?) República e Laicidade)

Mais um tiro no pé


"Ontem, o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, sediado em Estrasburgo, França, pronunciou-se unanimemente sobre uma queixa de uma italiana que pediu a retirada dos crucifixos das salas de aula de uma escola pública onde os seus filhos estudavam.

O tribunal considerou que “a exibição obrigatória do símbolo de uma determinada confissão em instalações utilizadas pelas autoridades públicas e, especialmente em aulas”, restringe os direitos paternos de educarem os seus filhos “em conformidade com as suas convicções”. Adiantou que a exposição do símbolo cristão também limita “o direito das crianças a crerem ou não”."
Público

Aposto que há quem fique deliciado com estas noticias...


segunda-feira, 2 de novembro de 2009

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Getting Away With It

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Disparates de um velho senil

A diferença entre a Igreja e José Saramago, é que o último precisa de falar sobre Bíblia para vender livros. Ao que consta, a Igreja nunca precisou de Saramago para nada.

Bom mesmo era o deus Estaline.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Ensino

Lido na caixa de comentários de um blog

"A propósito de Saramago, vou relatar a seguinte questão que passou despercebida, mas tal não é de estranhar num país onde apenas se debate intriga política ou futebol. Numa recente reforma do programa de Português do 12.ºano Vergílio Ferreira foi totalmente removido e substituído pelo Memorial do Convento, que passou a ser obra de leitura obrigatória. No programa que estava em vigor até anos recentes, os professores de Português podiam optar entre Saramago ou Vergílio Ferreira. Curiosamente, a maioria optava pelo autor de Aparição. Por mil e uma razões julgo mais importante o estudo de Vergílio Ferreira do que de Saramago, mas o Ministério optou pelo último. A propósito do programa de Português, mais umas notas. Parte da literatura foi removida (Poesia medieval, Camões lírico, Sophia B. Andersen, Miguel Torga, etc) e substituída por matérias que há dez anos atrás eram avaliadas em prova global de nono ano. Para o Ministério, o importante num aluno de Secundário não é saber literatura, mas compreender um texto de um jornal ou escrever um artigo de opinião sobre o ambiente ou exploração espacial. E ninguém reclamou."

sábado, 17 de outubro de 2009

A Grande Purga faz falta


"Saramago acusa Bento XVI de “cinismo” e diz que a Igreja é “reaccionária”"

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

terça-feira, 13 de outubro de 2009

The elements

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Realpolitik

Referendos Inúteis


"Os referendos são inúteis. São inúteis porque o resultado final é pré-determinado e a única variável em disputa é o tempo.

O tempo necessário para se repetirem as consultas populares até que o povo faça a vontade a uma elite ou vanguarda autoconsideradas detentoras da verdade.

Se não é à primeira, é a segunda. Se não for à segunda será à enésima vez. Foi assim com o aborto em Portugal, assim tem sido com os tratados europeus na Dinamarca e na Irlanda. Cautelarmente em países com opinião pública mais difícil de domesticar não se repete o referendo, mas muda-se o embrulho da matéria antes referendada para que não haja novo referendo. Uma espécie de não referendo do referendo. Foi o caso, há anos, com a França e a Holanda.

No ínterim da repetição de um referendo, o povo é "reeducado", pois que antes decidira mal. Ou porque não sabia, ou porque se enganou, ou porque se confundiu. Se necessário, adicionam-se umas promessas laterais, excepciona-se ‘à la carte' qualquer engulho referendário ou traveste-se qb o dito referendo. Uma vez garantida a vitória, decreta-se o dia ajustado para que o povo acabe por engolir o que antes rejeitou.

Claro que a realidade é mutável e o mundo está sempre em transformação, seja nas questões sociais, comportamentais, políticas ou europeias. Por isso, não é nenhum crime lesa-democracia repetir referendos. Mas se isto é indiscutivelmente pacífico, será caso para perguntar por que razão só há repetição de referendos apenas num sentido, nunca nos dois! É que se o resultado de um qualquer referendo vai ao encontro do ‘diktat' do poder estabelecido, ponto final. Está-se perante uma "sentença definitiva transitada em julgado". Mas, ao invés, sugerir um qualquer novo referendo que ponha em causa, por exemplo, um "sim" europeu ou nas questões da vida é considerado anti-democrático (no mínimo) ...

A maioria dos dirigentes europeus e os eurocratas fogem cada vez mais dos referendos como o diabo da cruz. Ou alguém tem grandes dúvidas do que seria o resultado de uma consulta popular no Reino Unido, Polónia, República Checa, Dinamarca ou mesmo França e Holanda?

Chega de falsidade democrática e de ilusão de um modelo de democracia à escala europeia. Basta de tantas proclamações fantasiosas e demagógicas de "Europa dos cidadãos e do desígnio de continuar o processo de criação de uma União cada vez mais estreita com os povos da Europa em que as decisões sejam tomadas ao nível mais próximo possível dos cidadãos" (preâmbulo do Tratado de Lisboa). Basta de desrespeito pelo princípio fundacional da subsidiariedade.

Por medo, apoplexia tecnocrática, ou atestado de inferioridade conferido aos povos, o ‘gravy train' europeu não gosta definitivamente de dar voz aos cidadãos! Prefere "implementar" obsessivas regulamentações da vida desses mesmos cidadãos. Agora, no meio da crise, quer regulamentar - pasme-se! - o som dos iPod... a bem dos mesmos indefesos cidadãos."


António Bagão Felix

Déja Vu?

White House Escalates War of Words With Fox News


Calling Fox News "a wing of the Republican Party," the Obama administration on Sunday escalated its war of words against the channel, even as observers questioned the wisdom of a White House war on a news organization.

"What I think is fair to say about Fox -- and certainly it's the way we view it -- is that it really is more a wing of the Republican Party," said Anita Dunn, White House communications director, on CNN. "They take their talking points, put them on the air; take their opposition research, put them on the air. And that's fine. But let's not pretend they're a news network the way CNN is."

Fox News senior vice president Michael Clemente, who likens the channel to a newspaper with separate sections on straight news and commentary, suggested White House officials were intentionally conflating opinion show hosts like Glenn Beck with news reporters like Major Garrett.

"It's astounding the White House cannot distinguish between news and opinion programming," Clemente said. "It seems self-serving on their part."

In recent weeks, the White House has begun using its government blog to directly attack what it called "Fox lies." David Gergen, who has worked for President Bill Clinton and three Republican presidents, questioned the propriety of the White House declaring war on a news organization.

"It's a very risky strategy. It's not one that I would advocate," Gergen said on CNN. "If you're going to get very personal against the media, you're going to find that the animosities are just going to deepen. And you're going to find that you sort of almost draw viewers and readers to the people you're attacking. You build them up in some ways, you give them stature."

He added: "The press always has the last barrel of ink."

Gergen's sentiments were echoed by Tony Blankley, who once served as press secretary to former House Speaker Newt Gingrich.

"Going after a news organization, in my experience, is always a loser," Blankley said on CNN. "They have a big audience. And Fox has an audience of not just conservatives -- they've got liberals and moderates who watch too. They've got Obama supporters who are watching. So it's a temptation for a politician, but it needs to be resisted."

Nia Malika Henderson, White House correspondent for the Politico newspaper, also questioned the White House offensive against Fox.

"Obama's only been a boon to their ratings and I don't understand how this kind of escalation of rhetoric and kind of taking them on, one on one, would do anything other than escalate their ratings even more," she said.

Dunn used an appearance on CNN's "Reliable Sources" over the weekend to complain about Fox News' coverage of the Obama presidential campaign a year ago.

"It was a time this country was in two wars," she recalled. "We'd had a financial collapse probably more significant than any financial collapse since the Great Depression. If you were a Fox News viewer in the fall election, what you would have seen would have been that the biggest stories and biggest threats facing America were a guy named Bill Ayers and something called ACORN."

Ayers was co-founder of the Weather Underground, a communist terrorist group that bombed the Pentagon and other buildings in the 1960s and 1970s. In 1995, Ayers hosted Obama at his home for a political function and the two men later served together on the board of an anti-poverty group known as the Woods Fund.

The Association of Community Organizations for Reform Now (ACORN), which once had close ties to Obama, has been accused by a variety of law enforcement agencies of voter fraud. In recent weeks, the Democrat-controlled Congress moved to sever funding to ACORN after Fox News aired undercover videotapes of ACORN employees giving advice on how to break the law to a pair of journalists disguised as a pimp and prostitute.

As for Dunn's complaint about Fox News' coverage of the Obama campaign, a study by the Pew Research Center showed that 40 percent of Fox News stories on Obama in the last six weeks of the campaign were negative. Similarly, 40 percent of Fox News' stories on Obama's Republican opponent, Sen. John McCain, were negative.

On CNN, by contrast, there was a 22-point disparity in the percentage of negative stories on Obama (39 percent) and McCain (61 percent). The disparity was even greater at MSNBC, according to Pew, where just 14 percent of Obama stories were negative, compared to a whopping 73 percent of McCain stories -- a spread of 59 points.

Although Dunn accused Fox News of being a "wing of the Republican Party," she said the network does not champion conservatism.

"It's not ideological," she acknowledged. "I mean, obviously, there are many commentators who are conservative, liberal, centrist -- and everybody understands that."

Still, Obama refused to appear on Fox News Sunday with Chris Wallace on Sept. 20, the day he appeared on five other Sunday shows. At the time, the White House characterized the snub as payback for the Fox Broadcast Network's decision not to air an Obama prime time appearance. But last weekend, Dunn blamed Fox News Channel's coverage of the administration for Obama's snub of Fox News Sunday.

"Is this why he did not appear?" Dunn said. "The answer is yes."

Wallace has called White House officials "the biggest bunch of crybabies I have dealt with in my 30 years in Washington."

Dunn was asked by CNN's Howard Kurtz whether Obama would grant an interview to Fox News by the end of the year.

"Obviously, he'll go on Fox, because he engages with ideological opponents and he has done that before, he will do it again," Dunn replied. "I can't give you a date, because frankly I can't give you dates for anybody else right now."

But last week, Fox News was informed by the White House that Obama would grant no interviews to the channel until at least 2010. The edict was relayed to Fox News by a White House official after Dunn discussed the channel at a meeting with presidential spokesman Robert Gibbs and other Obama advisers.

"What I will say is that when he (Obama) goes on Fox, he understands he's not going on it really as a news network, at this point," Dunn said on CNN. "He's going on to debate the opposition. And that's fine. He never minds doing that."

Dunn also strongly implied that Fox had failed to follow up on a New York Times story about a scandal swirling around GOP Sen. John Ensign of Nevada, although Fox News broadcast the stories on numerous shows, including Special Report with Bret Baier.

Clemente questioned the motives of the White House attack, which comes in the wake of an informal coffee last month between Fox chairman Roger Ailes and Obama adviser David Axelrod.

"Instead of governing, the White House continues to be in campaign mode, and Fox News is the target of their attack mentality," he said. "Perhaps the energy would be better spent on the critical issues that voters are worried about."

Blankley suggested the war on Fox News is unpresidential.

"It lowers the prestige," he said. "If you're president or speaker, at a certain level, you don't want to be seen to be engaging that kind of petty bickering. If you're just a congressman, maybe you can do it."

In an interview over the summer, Obama made clear that Fox News has gotten under his skin.

"I've got one television station that is entirely devoted to attacking my administration," he told CNBC's John Harwood. "You'd be hard pressed if you watched the entire day to find a positive story about me on that front."

At the White House Correspondents Dinner in May, Obama even mocked the media for supporting him.

"Most of you covered me; all of you voted for me," Obama said, spurring laughter and applause from the assembled journalists. "Apologies to the Fox table."

Gergen said the White House should delegate its attacks to outside support groups.

"Why don't they take this over to the DNC, over to the Democratic National Committee, and have their struggles like that fought out over there and not out of the White House?" Gergen said. "I have real questions about that strategy.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

The Son of Man

"At least it hides the face partly. Well, so you have the apparent face, the apple, hiding the visible but hidden, the face of the person. It's something that happens constantly. Everything we see hides another thing, we always want to see what is hidden by what we see. There is an interest in that which is hidden and which the visible does not show us. This interest can take the form of a quite intense feeling, a sort of conflict, one might say, between the visible that is hidden and the visible that is present."

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

"O Horror de Conhecer"


"O inexplicável horror
De saber que esta vida é verdadeira,
Que é uma coisa real, que é [como um] ser
Em todo o seu mistério
Realmente real.

...

Só a inocência e a ignorância são
Felizes, mas não o sabem. São-no ou não?
Que é ser sem no saber? Ser, como a pedra,
Um lugar, nada mais

...

Quanto mais claro
Vejo em mim, mais escuro é o que vejo.
Quanto mais compreendo
Menos me sinto compreendido. Ó horror
paradoxal deste pensar...

...

O decorrer dos dias
E todo o subjetivo e objetivo
Envelhecer de tudo, não me dói
Por sentido, mas sim por ponderado;
Nem ponderado dói, mas apavora.
Tudo tem as [razões] na treva
Do mistério e eu sou disso sempre
Demasiado consciente, muito
Atento ao substancial do existir
E à [consciência] do mistério em tudo.
Cada coisa p'ra mim é porta aberta
Por onde vejo a mesma escuridão;
Quanto mais olho, mais eu compreendo
De quanto é escura aquela escuridão;
E quanto mais o compreendo, mais
Me sinto escuro em o compreender.
Desde que despertei para a consciência
Do abismo da noite que me cerca,
Não mais ri nem chorei, porque passei
Na monstruosidade do sofrer
Muito além da loucura, da que ri
E da que chora monstruosamente
Consciente de tudo e da consciência
Que de tudo horrorosamente tenho.
Todas as máscaras que a alma humana
Para si mesma usa, eu arranquei —
A própria dúvida, trementemente,
Arranquei eu de mim, e inda depois
Outra máscara [...]
Mas o que vi então — essa nudez
Da consciência em mim, como relâmpago
Que tivesse uma voz e uma expressão,
Gelou-me para sempre em outro ser [...] "

Fernando Pessoa, O Horror de Conhecer, Segundo Tema

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Idiotas úteis

"É impressionante a proliferação de idiotas úteis à direita, apresentados como “comentadores”, que só existem no mundo mediático na medida em que lancem ataques aos seus supostos “pares”. Convencidos que são valorizados pela sua “voz independente”, e carentes de aceitação nos meios sociais da esquerda, estes “opinion makers” representam o que de mais desprezível a direita produziu nos últimos anos: no fundo, gente traumatizada com complexo de esquerda. Eles que experimentem algum dia defender decentemente a direita, e vão ver o que lhes acontece: anonimato e “olho da rua”."

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Agosto 2000

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Democratas de Pacotilha

A visão de Francisco Louça sobre o conceito "roubar"


sábado, 12 de setembro de 2009

BE


O BE chega ao poder, por coligação ou acordo parlamentar. O que se passaria, de acordo com o programa eleitoral de Louçã:

Domingo.

22h00 Louçã vai festejar.

17h15 (hora local, Caracas) Chavez liga a dar os parabéns.

Segunda-feira

"Avançar com um plano de nacionalização do sector energético - Galp e EDP -. A energia, a água, as vias de comunicação, ostransportes públicos, entre outros serviços públicos, têm de ser controladas por todos." (pág. 14).

08h00 Bolsa de Lisboa. Os pequenos accionistas da Galp, EDP e Brisa vêem as suas acções perder o valor enquanto correm para as vender. Não querem ter participações em empresas controladas por um governo que acha que elas não podem ter lucro.

18h00 A Ruptura-FER exige a saída da GNR de Timor para parar de "ajudar o governo a reprimir a população".

Terça-feira

"Regulamentação das Medicinas Não-Convencionais, promovendo a formação, certificação, autonomia e auto-regulação." (pag. 22).

"legalização do consumo e docultivo para uso pessoal da cannabis." (pag. 31)

12h00 Louçã inaugura as hortas comunitárias de Lisboa com plantações de cannabis para consumo próprio. Um cultivador entusiasma-se com a inauguração e magoa-se, decidindo ir aviar uma receita para centrar os seus chakras.

20h00 A Quarta Internacional expulsa o Bloco de Esquerda pela "participação ou de apoio a governos de colaboração de classe, hoje em dia governos com a social-democracia e o centro-esquerda"

Quarta-feira

"A banca, os seguros e todo o sector financeiro são decisivos para a actividadeeconómica, para o crédito e para a vida das pessoas e por isso devem ser públicos" "(pag. 55).

"crescente taxação da entrada de automóveis nos maiores perímetros urbanos." (pag. 83)

"prescrição médica de substâncias hoje ilegalizadas, como o são a heroína ou a cocaína"(pag. 30).

07h30 Comissão Europeia ameaça Portugal com sanções pela não indemnização das nacionalizações da banca. Investidores estrangeiros abandonam Portugal. VW e Renault fecham as portas. António Chora sai do BE.

10h00 Manifestações em Lisboa e Porto dos Sindicatos da EDP, GALP e Brisa. Engarrafamento de 30km nas novas portagens de entrada em Lisboa.

23h00 O cultivador magoado ainda não melhorou, decide ir aviar uma receita de cocaína.

Quinta-feira

"A investigação científica na área das renováveis, em particular na microgeração e redes locais, deve serincentivada nas universidades públicas, ficando o Estado com a patente das tecnologias avançadas." (pag. 69).

"extensão dos critérios de atribuição do rendimento social de inserção, para abranger os necessitados" os jovens, os desempregados de longa duração, os desencorajados"(pag. 18)

“ Impedir posição dominante no mercado de jornais nacionais generalistas e na imprensa especializada mais relevante (economia e desporto)” (pag. 92)

09h00 Os investigadores portugueses e jovens doutorados entopem o RSI por estarem "desencorajados", outros saem de Portugal.

18h00 Benfiquistas saem à rua por causa do governo quer proibir A Bola.

19h00 Sportinguistas e Portistas saem à rua por discordar que A Bola seja mais dominante do que o Record ou O Jogo.

Sexta-feira

"Legalização da morte assistida" (pag. 23)"

“fim da OMC, do FMI e do Banco Mundial” (pag. 108)

“Portugal deve sair da NATO e pugnar pela extinção deste e de todos os blocos militares. Portugal deve defender o desarmamento geral e universal” (pag. 110)

13h00 A Al-Qaeda apoia o governo português.

14h00 Chavez declara que não vai desarmar o exército bolivariano da Venezuela nem cancela as compras de armamento à Rússia.

Sábado

“Os pagamentos em espécie devem ser tributados (como o usufruto de viaturas de serviço e o uso livre de telemóveis) (pag. 53).

Ao ler a notícia no Expresso os portugueses convocam por sms – antes que a medida entre em vigor na próxima semana- uma greve geral por perda dos direitos.

Domingo

"Fim de rodeos" (pag. 76)

Os portugueses descobrem que, até aí, havia rodeos em Portugal e não sabiam. A única boa notícia da semana. "


via 31daarmada