quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

2009


Balanço de 2009 e previsão para 2010: um ano de merda num país de merda.


sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Medo

Dr. R.K. Pachauri
Chairman of the Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC)

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Ecotreta

Um documentário interessante, do Discovery, com gente deste o MIT, NASA, ex-greenpeace, até mesmo ex-IPCC. Sim, é sobre o Comunismo Verde.










segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Mais um pulha....

... como a maior parte daqueles que estão à volta desse novo messias.

Marx no séc.XXI

"Na primeira década do séc.XIX, numa altura em que os devedores ingleses podiam apodrecer durantes anos na cadeia, nos EUA não existiam prisões para os devedores. A partir de 1898, passou a ser um direito dos cidadãos norte-americanos invocar o Capítulo VII (liquidação) ou o XIII (reorganização pessoal voluntária) ... a teoria é que a legislação norte americana existe para encorajar o empreendedorismo ... esta teoria, parece, sem dúvida funcionar. Muitos dos mais bem sucedidos empresários norte-americanos fracassaram nos seus primeiros empreendimentos, incluindo o rei do ketchup, John Henry Heinz, Phineas Barnum dono do circo mais conhecido do mundo e o magnata dos automóveis, Henry Ford."

Niall Ferguson, in A Ascenção do Dinheiro

Há determinadas formas de olhar para a organização social que são impensáveis para o cidadão Europeu comum. Perguntemos a um Francês, Espanhol ou Português o que deveria acontecer a um empresário que decida fechar a sua empresa e a resposta será a mesma. Mesmo nos casos de falência anunciada, o pensamento é o de que o patrão é um ladrão. É a velha noção anacrónica do explorador do proletariado, a "alienação humana", segundo Marx.
Embora raramente se pare para pensar nisso, o que temos hoje em Portugal é uma visão Marxista da organização social. Não há luta religiosas, não há conflitos raciais ou mesmo culturais de relevância. Aquilo que temos é, isso sim, uma "luta" entre classes.
Deste o trabalhador independente, ao presidente de uma multinacional, todos são encarados de forma estranha, olhados até com uma certa desconfiança.
Em primeiro lugar, a maioria da população, que trabalha na função pública ou que de alguma forma é subsidiada pelo Estado, não é capaz de perceber o indivíduo empreendedor. Para estes, não é racional abdicar de uma suposta segurança laboral e financeira, para arriscar em algo que, no limite, é de impossível previsão. Enquanto que num país de influência liberal, o empreendedorismo é olhado como a forma mais correcta de encarar a actividade produtiva, num País como Portugal isso é olhado muitas vezes como uma irresponsabilidade. Para o Português, é vulgarmente o sujeito que não conseguiu ir trabalhar para o Estado ou para uma qualquer empresa com nome no mercado.
No que diz respeito ao Empresário médio, criador de postos de trabalho, a visão é ligeramente diferente. Por um lado, é o agente que paga salários aos seus trabalhadores. Eventualmente, dependendo da empresa e do sector, atribui ainda uma série de regalias que de outra forma seriam impossíveis de obter para o cidadão comum. Mas, e como numa boa sociedade Marxista, o valor do capital e a sua remuneração é um conceito desconhecido e mal compreendido . Por isso, é "moralmente" incorrecto que o empresário acumule riqueza. Para um trabalhador, a única percepção é a de que existe um roubo, o roubo da riqueza gerada pelo seu trabalho.
O último caso é o do Empresário de uma qualquer grande empresa. É conhecido mais frequentemente como alguém que se chegou onde chegou, foi de certeza através de uma qualquer actividade ilícita, da exploração de outros, da influência e chantagem sobre o concorrente mais próximo. É o puro capitalista, o primeiro a abater.
Do outro lado temos o funcionário público. Como o Estado não cria dinheiro, estes trabalhadores são sustentados pelos impostos pagos pelo sector privado. Na verdade, o argumento de que a função pública paga impostos, não passa de uma mera artimanha contabilística. A verdade é que o pagamento de imposto de um funcionário público representa simplesmente dois ou três movimentos contabilísticos do mesmo dinheiro. Ora, no limite, aquilo que um indivíduo do sector privado exige, é que o seu dinheiro, que sob a forma de imposto serve para remunerar o funcionário da AP, sirva para lhe fornecer os serviços que supostamente o Estado diz que fornece. Quando tal não acontece, temos o outro lado na luta de classes. É a revolta daqueles que arriscaram não só o seu capital, como a sua própria forma de vida, contra os "outros", aqueles que são sustentados pelo seu dinheiro, capital e trabalho.
É paradigmático que isto seja o verdadeiro estado das coisas. Num primeiro momento, porque aquilo que se pensava ser o fim da influência comunista no mundo ocidental (o final do século XX)verdadeiramente não aconteceu. Por outro lado, as próprias influências culturais não deveriam ter permitido que se chegasse a esta situação. Se há algo que o Cristianismo nos trouxe, foi o respeito pela noção de propriedade privada, o livre-arbítrio, a "condenação" da inveja e o respeito pela vida, pelo próximo, e talvez o mais importante, a base do conceito de democracia, a de que perante Deus, somos todos iguais.

domingo, 6 de dezembro de 2009